quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A ARTE DA INTERPRETAÇÃO DO HORÓSCOPO







ALEXEY DODSWORTH

ASTROLOGIA HORÁRIA
(6 Dez das 10 às 12 hs)

A Astrologia horária, dentre todas as vertentes do vasto campo do saber astrológico, é provavelmente a mais clara demonstração de quanto um conhecimento pode ser simples em suas regras. Tal simplicidade, longe de ser um demérito, constitui a vantagem da Astrologia horária, além de ser a justificativa de sua notável eficácia. Que não se compreenda, entretanto, sua simplicidade com leviana facilidade. O estudo de cartas horárias demanda uma atenção redobrada, pois por um detalhe podemos perder elementos importantes que deveriam ter sido considerados. E as regras envolvidas são muitas, exigindo do estudioso mais atenção e muito estudo.
(...)
Particularmente, valho-me da Astrologia horária (e de outros oráculos) apenas quando compreendo que não poderei obter a resposta devida por vias outras. A minha recomendação expressa é: oráculos não são uma necessidade, são um instrumento possível. E quanto mais o consulente mantiver em mente uma postura respeitosa não apenas em relação aos oráculos, como sobretudo em relação a si mesmo, tanto mais eficientes serão os oráculos para ele.



ANTONIO CARLOS HARRES BOLA

SABER OS CÉUS


(5 Dez, das 20 às 22hs.)

Este termo foi criado por Amâncio Friaça e me parece que é o que melhor reflete o que vou tentar sinteticamente tratar aqui. Saber tem a mesma origem da palavra sabor: algo que só se atinge por experiência própria, pelo contato direto, pela vivência diária, pela comunhão onde não há distinção entre observador e observado, sujeito e objeto. Em suma, onde impera uma visão não-dualista, onde ciência e com-ciência andam juntas e, muito antes de qualquer física quântica, sabe que toda a interpretação está sujeita à interferência do intérprete através de seus sistemas de crenças, baseados em sua forma particular de perceber o mundo – a começar pelo próprio mapa astral sob o qual respirou nele a primeira vez –, segundo suas origens genéticas, étnicas, o momento histórico, a cultura e a educação formal e religiosa que tenha recebido.


EDIL CARVALHO

A ASTROCARACTEROLOGIA E A COSMOVISÃO HUMANA
(6 Dez, das 14 às 16hs.)

O mapa astrológico pode ser considerado como um sistema que abarca e cataloga as experiências mais importantes e radicais de que se constitui a vida humana, sobretudo se considerarmos as experiências representadas pelas doze Casas Astrológicas, tais como amor, família, trabalho, morte etc. (...)
A Astrocaracterologia, concebida pelo filósofo Olavo de Carvalho em 1989, leva adiante tal investigação, associando tais observações antigas àquilo que de mais consistente a psicologia moderna produziu sobre o mesmo assunto, construindo assim uma teoria astrológica de fundamento cognitivo.



GREGÓRIO J. PEREIRA DE QUEIROZ

AS QUALIDADES PRIMITIVAS NA INTERPRETAÇÃO
(6 Dez, das 16:30 às 18:30hs.)

Quem estudou Astrologia sabe que existem as Qualidades Primitivas, as dinâmicas Quente, Úmido, Frio e Seco, que formam elementos, signos e planetas. Em algum momento, o estudante de Astrologia vem a conhecer estas Qualidades e aprende que elas estão na base da construção de signos e planetas. Mas não se encontra informação a respeito do uso efetivo das Qualidades Primitivas na interpretação da carta astrológica. (...)
Este texto pretende mostrar como trabalhar a interpretação da carta com as Qualidades Primitivas, preservando sua presença na análise de signos e planetas, interpretando a relação entre eles, e sua posição nas Casas, de acordo com a configuração que nos é dada por essas qualidades.



MAURICIO BERNIS

PROGRESSÕES SECUNDÁRIAS E TRANSITOS PLANETÁRIOS
(7 Dez, das 10 às 12hs.)

(...) Sendo assim, só existe uma maneira de se ampliar o livre-arbítrio: ampliando-se o espectro de percepção do ser humano, de tal forma que ele possua uma gama maior de elementos para decidir seus passos e opções. E isto somente se obtém através de um maior auto-conhecimento e, obviamente, através da utilização das funções subconscientes.
A Astrologia e suas técnicas previsionais se apresentam como uma via opcional de iluminação, uma vez que elas apontarão caminhos, tendências, estímulos e oportunidades.


OSCAR QUIROGA

SEGREDOS DA INTERPRETAÇÃO
(7 Dez, das 14 às 16hs)

Primeiro segredo: A Proposta.
Considerando que a intervenção de um profissional de Astrologia tenha por objetivo a orientação, parece-me que o grande segredo da interpretação consista em se ter em mente um objetivo claro a respeito da informação que se ofereça a um consulente. Ou seja, há de se ter uma imagem mental do que seria a Ordem que permeia o Universo, pois, a Astrologia deve todo seu sentido e significado ao fato de o Universo não ser construído ao acaso, mas seguindo as linhas dispostas de forma inteligente e intencional pelo que pareceria ser uma Inteligência Superior.



VALDENIR BENEDETTI

DOMÍNIOS E FUNÇOES TERRESTRES DOS PLANETAS
(7 Dez, das 16:30 às 18:30 hs)

OS DOMÍNIOS
Domínios são territórios, espaços a ser explorados, cenários onde projetamos nossos desejos, nossas sombras, nossa luz. É onde experimentamos a vida e reconhecemos as referências do ambiente, das relações. São as funções do ser objetivamente sendo expressas e atuadas na esfera física e em espaços perceptivos e existenciais em todos os planos que podem ser experimentados.

AS FUNÇOES TERRESTRES
Regência, exaltação, exílio e queda são tradicionais designações para as posições dos planetas em signos com os quais tenha algum tipo de identificação analógica, por sua presença ou por sua ausência, complementando dentro de uma linguagem simbólica e completamente sintética os significados dos signos, e funcionando inclusive como referenciais funcionais desses mesmos signos.



Inscrições para o ciclo de palestras:


REGULUS ASTROLOGIARua Estela, 515 • Bloco E • Conj.71 • (11) 5549 2655 http://www.regulus.com.br/

ASTROBRASILRua Estela, 515 • Bloco F • Conj. 102 • (11) 5083 0260 http://www.astrobrasil.com.br/

com Valdenir Benedetti, mediante depósito bancário (informe o depósito por email e traga o comprovante no dia do evento)

Banco Itaú : agência 0553 : conta corrente 45412-5

Valor:Até 30 de novembro: R$ 180,00 (para sócios da CNA: R$ 150,00)

A partir de 1º de dezembro: R$ 210,00 (para sócios da CNA: R$ 180,00)


Organização: Valdenir Benedetti (valbenedetti@gmail.com)




LOCAL: AUDITÓRIO SÃO VICENTE DE PAULO

Rua Albuquerque Lins, 844 - Higienópolis - SP

domingo, 9 de novembro de 2008

GURDJIEFF




“Se um homem pudesse entender todo o horror da vida das pessoas comuns, que estão dando voltas num círculo de interesses insignificantes e insignificantes objetivos, se pudesse entender o que é que elas estão perdendo, compreenderia que só pode haver uma coisa importante para ele – escapar da lei geral, ser livre. O que pode ser importante para um homem que está na prisão e foi condenado à morte? Somente uma coisa: Como salvar-se, como escapar: nada mais é importante."
G. I. Gurdjieff

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ESTAR PRESENTE

Estar Presente


Tenho observado a dificuldade constante que algumas pessoas têm para "estar aqui", estar presente. Tenho constatado principalmente em mim essa dificuldade.
Creio que essa foi um dos maiores obstáculos em minha historia para que eu me conectasse com meu próprio crescimento.
Estou reconhecendo que quase sempre estive ausente, sempre estive em outro lugar qualquer, menos onde eu realmente estava. A mente divagando, indo para o futuro, mergulhando no passado, buscando referências lógicas, emocionais, surreais às vezes, qualquer coisa para que eu me ausentasse do momento a ser vivido, do lugar a ser de fato ocupado.
Esse estado de "ausência" tornou-se um modo de vida, transformou-se na única realidade possível. O Eu ausente transformou-se, com o tempo, na única coisa a ser reconhecida como o verdadeiro Eu.
Aprender sobre essa ausência foi e continua sendo uma tarefa áspera. Perceber o quanto sou incapaz de me sintonizar com o presente, com o momento vivido; o quanto é difícil ouvir os sons e vozes do lugar em que estamos; como é complicado se relacionar com o "outro" sem me abstrair com meus próprios pensamentos, sem me deslumbrar com os sentimentos que transbordam. Perceber que estar presente é muito difícil porque depende sempre de ter consciência do "outro", reconhecer no "outro" tudo que existe em mim e que tantas vezes não quero ver, por isso a mente escorrega para labirintos lógicos ou para recantos obscuros que não tem talvez o menor vínculo com o que está acontecendo no presente.
Todo esse processo de desviar o foco de atenção para algum lugar que não seja "aqui" é necessário para alimentar a ilusão que foi construída ao longo do tempo a respeito de si próprio. Se eu me focalizar na realidade mesma do que está acontecendo, terei que reconhecer que talvez Eu não seja exatamente o que penso ser, o que espero ser. Perceber que talvez nós sejamos outra coisa diferente de tudo que aprendemos, tudo que construímos dentro de nós mesmos é muito forte, representa às vezes um processo de perder a identidade.
Acontece que essa "identidade" é, --em função da falta de conexão com a realidade--, totalmente falsa, artificial, construída com fragmentos de idéias que nem sempre nos pertencem, elaborada com dogmas, conceitos, verdades que talvez pertençam a outra realidade, a outras pessoas, e que não afinam com nosso coração, com nossa essência.
Perder a identidade, aquela, pode ser o caminho para encontrar a identidade.
O processo de estar presente se torna cada dia mais doloroso na medida em que temos que tirar a roupa, tirar as vestes todas, ficarmos definitivamente nus das ilusões que nos acobertavam e aqueciam. Olhar-se no espelho do "outro" totalmente nu de preconceitos, justificativas e julgamentos é descobrir a própria identidade, é descobrir quem realmente somos, quem sou Eu.
Essa caminhada nada suave traz uma recompensa. Traz a consciência de si mesmo, traz a pessoa verdadeira à tona, traz a verdade para a superfície, nos transforma em pessoas de verdade, que é o primeiro passo para a evolução, provavelmente o princípio de um conhecimento maior, de uma conexão com a realidade divina.
Enquanto eu for um personagem forjado pela necessidade de dar significado à minha existência dentro de um contexto ilusório, não posso de fato progredir. Estarei circulando em torno de mim mesmo, em torno de minhas idéias e das idéias que me foram destiladas pela vida, estarei voando aleatoriamente como mariposa em volta da luz, sem jamais poder ter um contato real com a Luz.
Despir-se do personagem que criamos não significa abrir mão das defesas básicas, do instinto de sobrevivência; não significa também tornar-se anti-social ou alienado. O que acontece é que, na medida em que vamos nos desnudando de nossa história e nossos disfarces e caminhando ao encontro de nossa essência, começamos a nos relacionar com o que é mais essencial no "outro", estabelecemos uma relação mais verdadeira com o mundo que nos cerca, entramos em contato com a natureza real das coisas, nos tornamos pessoas reais.

Contam os árabes que Alah certo dia resolveu mudar todas as águas do mundo, e aquele que bebesse da nova água se esqueceria de sua porção divina, se esqueceria que era a manifestação de Deus, o próprio Deus. Um único homem prestou atenção às palavras do profeta que revelou a intenção de Alah, e foi até a fonte e encheu muitos barris de água, que escondeu em uma caverna que só ele conhecia. Veio um imenso diluvio que inundou toda a terra e lavou a água que existia, todas as águas foram trocadas e, cada um que bebia da nova água imediatamente se esquecia que era parte de Deus, se esquecia que era uma criatura divina porque era filho da Divindade. O homem que ouviu o profeta não bebeu da nova água, ia todos os dias a seu esconderijo e bebia da velha água, aquela que não fazia esquecer, e ele era o único que sabia a verdade, o único que não havia esquecido quem ele era na verdade.
Depois de muito tempo, o homem que lembrava começou a se incomodar com a solidão, com o isolamento ao qual era submetido por todos os outros, que não o compreendiam, não sabiam o que ou quem ele era na verdade. A pressão da solidão foi muito grande, a vontade de se relacionar, de trocar com as pessoas começou a imperar e o homem acabou bebendo da nova água. Imediatamente se esqueceu de quem ele era e se tornou igual a todos os outros e nesse dia houve uma grande festa para comemorar a milagrosa cura do louco, que retornou de sua loucura para o convívio dos homens de bem...


A questão é essa, bebermos da água que nos faz lembrar quem somos na verdade, aceitarmos quem somos, sermos nós mesmos em conexão com a natureza, em sintonia com as leis do universo, pode representar um movimento em direção à solidão e isolamento por parte de pessoas que nós amamos. Nos tornarmos nós mesmos pode representar sermos alvo de um julgamento duro e ácido de que nos alienamos ou estamos com algum desequilíbrio, pois a referencia de todos será sempre o mundo ilusório dos personagens que cada um criou para sobreviver. Talvez por isso seja tão difícil optarmos por beber a velha água e nos lembrarmos de nossa conexão com Deus.
Aquele que se despe de seus disfarces, que deleta o personagem conveniente, fica presente, se relaciona com o momento, com o agora, com o instante que está vivendo, e ai então percebe que não está só, que tem muitas pessoas fazendo isso, tem gente se despindo dos julgamentos e do medo de ser julgado e se posicionando no mundo, ficando presente.
Não estamos sós. Aqueles de nós que estão atendendo o apelo do Eu verdadeiro e se transformando e se libertando encontram pelo caminho muitas pessoas que estão vivendo o mesmo processo, que também estão se desnudando da ilusão e procurando serem verdadeiras. Cada dia mais pessoas estão compreendendo que é necessário quebrar as regras que nos prendem a um mundo ilusório que nos aliena de nós mesmos, que nos transforma em personagens e caricaturas de pessoas. A cada instante tem gente rompendo com acordos sociais, compostos de infinitas clausulas de certo e errado, e que foram celebrados sem nossa presença e sem nossa concordância, e que por isso não temos que obedece-los.
Dizem os xamãs e videntes Toltecas que no mundo material o semelhante repele o semelhante, como os pólos de um imã. Os opostos se atraem nesse universo. No plano transcendente, onde circulam forças espirituais, onde apenas a Luz e a verdade prevalecem, o semelhante atrai o semelhante e por isso, aqueles que se libertam da necessidade de ser aceito de acordo com as regras dos outros, aqueles que se conectam consigo mesmos e com a Realidade, se sentem atraídos e se ligam e se unem com os que estão fazendo a mesma caminhada em direção à Luz.
Por isso não é preciso sofrer de solidão, não é preciso se apegar à formulas e comportamentos que nos dêem a ilusão de aceitação, não é necessário ter medo de estarmos separados do mundo, pois o mundo real está se apresentando para os que experimentaram o desapego, os que venceram o medo e ousaram ser eles mesmos.
Felizmente não estamos sós.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A GRANDE DAMA


Um amigo me apresentou a idéia de que para ele a astrologia se parecia com uma senhora assim meio gorda, meio decadente, com verruga no nariz e um tanto esculhambada. Essa era sua visão pessoal para a Grande Dama.
Estávamos conversando sobre amar ou não a astrologia, dai surgiu essa idéia. Dá para amar essa tal senhora?
Creio que ele a viu de verdade, como ela é, como ela pode ser. Ou como a veríamos se a encontrássemos em um descaminho qualquer da vida.
Ela é assim mesmo, eu creio.
Meio aquelas xamãs que o Castañeda teve que se confrontar em seu aprendizado com D. Juan. Tinha até uma que convoca essa imagem, "La Gorda", uma feiticeira perigosa e poderosa que poderia matar quem não fosse um homem de conhecimento, um homem de poder.
Creio que a astrologia é assim mesmo, como La Gorda, uma feiticeira de muitos poderes, uma encantadora que domina os mistérios, que cozinha as forças da natureza em seu fogão de energia solar e lenha fumarenta.
Seios grandes e caídos sobre o peito, seios de quem amamentou muitas crias, pele morena e esticada, com algumas rugas que parecem caminhos para o infinito, e cabelos antigos, muito antigos.
Ela pode ser encontrada na madrugada em um buteco na Lapa, comendo torresmo e ovos coloridos, bebendo cerveja com prostitutas decadentes, migrantes sertanejos, estivadores e madames satã reencarnadas, viados, traficantes e algum burguês perdido, querendo parecer exótico.
Ela pode ser encontrada entre as senhoras que recolhem roupas para campanhas de inverno. Pode estar às vezes cantando hinos em uma rodinha de evangélicos na praça de alguma cidade. Pode ser aquela mulher sem rosto, suada, carregando uma imunda sacola de compras e indo em direção a lugar nenhum.
Ela pode parecer uma jovem tesuda de cabelos encaracolados, daqueles que parecem estar sempre molhados, daquelas que parecem sempre estar saindo do banho, fresca e viçosa, e que provoca o olhar ávido dos homens, o olhar blazê que disfarça a inveja de algumas mulheres. Pode parecer uma executiva elegante a caminho de uma reunião de deuses do dinheiro em lugar nenhum. Pode parecer até mesmo uma criança pedindo para ser embalada, como já disse outro enamorado dessa dama. Pode parecer o que quiser, porque a grande Dama é a expressão do encanto, e será aquilo que conseguirmos enxergar, aquilo que precisarmos enxergar, aquilo que merecermos enxergar.
Ela não é necessariamente bonita, mas é fascinante, emana um poder, um tipo de luz. Provoca o a sensação de que ela tem o poder de nos abrigar, nos acolher, mas pode também nos sufocar, enlouquecer, matar mesmo se assim lhe convier.
Mas quase nunca vemos seu rosto, ela parece estar sempre olhando para outro lado, e muito raramente mesmo, encontramos seu olhar, pois ai é que parece estar o centro de seu poder, o centro do universo, o vértice de toda energia, um turbilhão de forças caóticas de onde tudo que existe se origina.
Nossa tacanha expectativa ousa imaginar esse olhar, acredita poder imaginar os olhos e o olhar da velha dama.
Esperamos que seja baço, pela aparência daquele corpo gordo ou etéreo, esperamos que seja um olhar cinzento e opaco, nublado por incontáveis cervejas e baseados, tragados atrás de paredes encardidas. Pensamos que pode ser como o olhar dos insones, dos bêbados ou das crianças recém nascidas, ainda encobertas com a névoa que trazem da travessia que fizeram antes de chegar aqui.
E pode não ser nada disso. É o seu mistério.
Encarar esses olhos, mergulhar nesse olhar, pode ser uma surpresa definitiva.
Seu olhar é um abismo, tem o brilho de uma estrela, tem a cor do infinito, nos atira em um vortex magnético, nos atrai para um turbilhão de quantuns enlouquecidos, faz a gente entender o que é o buraco negro, supernova, galáxias e infinito.
Se encontrarmos esse olhar absurdo em um descuidado gesto de nossa busca, em um lapso do tempo e do movimento de nossas vidas, como quando percebemos sombras luminosas passando voláteis ao nosso lado, e ao virarmos a cabeça só encontramos a paisagem, nesse momento raro e infinito, certamente pasmos e provávelmente assustados, veremos que a velha dama, a gorda de peitos enormes e densos, tem os olhos da pessoa amada, aquela que se foi para a terra do nunca, ou que nunca chegou a acontecer além de nossos mais secretos sonhos.
Reconhecemos, quando temos a oportunidade de encontrá-la em algum recanto selvagem e belo da natureza, em algum muquifo sórdido habitado por almas perdidas, o fato de que a grande dama, a senhora Astrologia, parideira de ânimas, arquétipos, deuses, reconhecemos enfim que essa grande senhora é a fonte por onde brota a água mais sagrada, a água do amor e do conhecimento.
Ninguém pode simplesmente amá-la, pois se ela é a fonte dessa energia, do próprio amor, seria o paradoxo. Ela é a fonte ou talvez o canal, não sei bem.
Cada vez que olho um circulo, olho para Venus majestosa no céu, olho para a Lua clareando caminhos, aqueço meus ossos ao Sol da tarde, sinto a presença dessa dama, sinto seu cheiro, seu suor, sua energia envolvente.
Cada vez que ouço uma musica e percebo o ritmo que existe, cada vez que sinto e lembro a existência de meu coração batendo no peito, cada vez que percebo a dança das energias entre as pessoas, se amando, se odiando, reconheço a velha senhora caminhando com seus passos suaves entre todas as coisas, entre os seres, ocupando cada silêncio entre as notas da melodia, o suspiro dos amantes, as batidas do tambor.
Ela está aqui, está em todo lugar, porque ela é infinita como o infinito, porque ela é a portadora da Lei, das tabuas da grande Lei, e ai reside seu poder.
E como disse outro alguém, ela é tão antiga que não mais menstrua, não conhece regras, superou todas as regras, a não ser as do amor e da natureza, que tem ritmo e melodia que não se pode chamar exatamente de regras.
Creio que não podemos amá-la ou desejá-la simplesmente, porque é dela que emana a energia criadora que faz com que existam todas as coisas. Mas podemos ser seus amantes, e ela nos acolherá a todos, e a todos irá alimentar com seu leite, com sua verdade, com sua luz.
VaL

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

PESQUISA E ESTATÍSTICA

PESQUISAR O QUE MESMO?



Estou publicando abaixo um e-mail escrito pelo Professor Rodrigo Araês, astrólogo notável que aqui se apresenta mais como professor e cientista do que própriamente como Astrólogo.
O email foi publicado em uma lista regional da CNA, onde aconteciam debates a respeito a necessidade ou não de se fazer "pesquisas" em Astrologia.
Considerei as colocações do Rodrigo brilhantes, coerentes e dignas da consideração de todos que pretendem fazer ou acreditam na necessidade de pesquisas estatísticas dentro da prática astrológica.
Recomendo veementemente a leitura por todos. Tem a expontaneidade e naturalidade própria de um texto escrito em lista de debates, portanto, não é um estudo científico formal, se bem que tem conteúdo digno do maior respeito, além de ser imensamente esclarecedor.
Grato.



USO DA ESTATÍSTICA EM ASTROLOGIA

Por: RODRIGO ARAÊS




Em março deste ano resolvi, por interesse profissional (sou professor da disciplina “Probabilidade, Estatística e Processos Estocásticos”), assistir uma aula de Estatística do Prof. Dr. Júlio César Rodrigues Pereira no curso de Pós-graduação em Cardiologia do IDPC- Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia. Aula muito interessante, clara e objetiva. Dr. Júlio nos contou a seguinte história:
“- Fui procurado por um médico da Santa Casa que iria defender tese de Doutorado em Medicina. O motivo de sua procura foi que, por insistência do orientador, ele deveria dar um tratamento estatístico aos seus dados para torná-los mais científicos. Perguntei qual era a casuística, tempo de pesquisa e que a que conclusões ele já tinha chegado. Disse que pesquisava o assunto há mais de dez anos, tinha centenas de casos e com tratamentos bem sucedidos, pois aliava a pesquisa à prática médica. Era conhecido, no Brasil, como um dos maiores especialistas no assunto. Perguntei a ele, em seguida: Doutor, e se a estatística mostrar que o senhor está errado? Sua resposta foi clara. Doutor Júlio (os médicos e advogados sempre se tratam de doutor), isso é impossível, e mesmo que fosse possível nada neste mundo irá mudar o que penso depois de tantos anos de pesquisa e resultados positivos na área. Respondi: Doutor, não perca seu tempo com estatística (e acho que nem o dele), neste caso ela não vai provar nada. Confie mais no seu trabalho e diga ao seu orientador que o que ele está querendo é uma perda de tempo.”
Toda a platéia riu. Dr. Júlio completou: não queiram tirar da estatística o que ela não pode dar. Quando o assunto está vinculado a seres humanos é necessário tomar muito cuidado. Muita coisa que vejo em trabalhos médico não tem sentido.
No meu primeiro dia de aula deste ano lancei uma moeda para cima e perguntei aos meus alunos qual era a probabilidade de dar cara ou coroa. Os que responderam falaram que era de 50%. Retruquei: Como é que vocês sabem? Temos quatro formas básicas de encarar as probabilidades, teoria que é base da estatística: 1. O método clássico (foi o fundamento da resposta deles, baseados em Pascal, Fermat, Laplace e outros). 2. O método frequencialista (von Mises). Jogo a moeda infinitas vezes e vejo a convergência. 3. Método intuitivo, método do “achismo”, utilizado com sucesso em sistemas especialistas. 4. Método Axiomático de Kolmogorov. Hoje considerado o ideal. È muito fácil, para um manipulador, escolher um método, um enfoque que leve a resposta para onde ele quiser.
O que tenho observado ao longo destes anos dando suporte a pesquisa na área médica é que é muito fácil manipular os dados, e sei por verificação própria e por leitura que os cientistas não são tão confiáveis, pois são tão humanos quanto nós. Já no início dos anos 70 houve um simpósio na Unesco sobre a responsabilidade social dos cientistas, colocando o dedo na ferida das pesquisas irresponsáveis. Durante décadas pesquisas estatísticas, muito bem elaboradas e fundamentadas comprovaram que o cigarro não ocasionava danos aos seres humanos. Sabemos dos desastres do “desfolhante laranja” no Vietnã, pesquisa patrocinada pelo exército americano, e dos múltiplos desastres provocados pela indústria farmacêutica. No ano passado fui indagado por uma jornalista da revista “Bons Fluidos”, sobre os efeitos da irradiação dos celulares nos seres humanos. Entrei em diversos sites para saber das últimas pesquisas, invariavelmente diziam que os celulares não faziam mal algum. Ora, fui professor durante 30 anos de Eletromagnetismo, e tenho mestrado em Engenharia Biomédica, fica difícil engolir essa notícia sabendo que quem tem marca-passo não deve usar celular, e que mesmo em pessoas sãs ele altera o Eletrocardiograma.
Como membro de um Comitê de Ética em Pesquisa na Área da Saúde tive conhecimento de práticas em pesquisas, mundiais, de arrepiar os cabelos de carecas. Devido a isso acho muito difícil alguém aceitar uma pesquisa estatística Astrológica feita por pessoas da área. O astrofísico português João Magueijo relata em seu livro “Mais rápido que a velocidade da Luz” a dificuldade de publicar suas conclusões em revistas conceituadas, porque ele contrariava a teoria da relatividade de Einstein. Seu livro relata inclusive uma crítica mordaz de Einstein a um astrofísico russo que comprovou, a partir das próprias equações de Einstein, que o universo era expansivo, e não constante, como pressupunha Einstein. Depois ele se desculpou, tinha cometido um erro de álgebra. O meio científico é um meio igual a qualquer um. Político, burocrático, detrator, invejoso, estelionatário e maledicente. Existem maravilhosas exceções, como em qualquer meio, mas não é fácil mudar os paradigmas existentes.
Já escrevi para a Dra. Elenir o seguinte:
“Sou professor de ”Estatística" e temo pelo tamanho do trabalho e da amostra, daquilo que você pretende. Gauquellin utilizou 35.000 mapas em seu estudo, se não me falha a memória, e ele era estatístico prático de carteirinha. Não me interessa essa trabalheira. Depois de levantar e analisar por volta de 3.000 mapas, nesta vida, confesso que estou mais do que satisfeito com os resultados das minhas leituras. Por outro lado você quer provar que a astrologia é uma ciência exata e, como já escrevi antes, estou convencido que ela não é. Faltam-me conhecimentos e argumentos científicos para provar que a astrologia é uma ciência, no sentido moderno do termo. Mas como disse Confúcio: "Um sábio não tem idéias", ou seja, não se fixa a nenhuma idéia.
Mas vá em frente. Se você conseguir provar ganhará a minha profunda admiração. Aplaudirei de pé. Os modelos antigos, paradigmas como disse Kuhn, estão aí para serem derrubados. Às vezes é necessário que a velha geração, como eu, morra, para que sejam feitas mudanças. A Programação Linear foi descoberta por um aluno que não sabia que um determinado problema era considerado sem solução.
Desejo muito boa sorte. Você é uma mulher de muita coragem e determinação. Gostei da sua postura!”
Elenir, você escreve agora:
“Mas, acho que podemos evoluir ainda mais... agora, entrando numa área que sempre relegou os estudos superiores a um plano de subalternidade, quase de ridicularização.”
Não posso aceitar este tipo de postura. Existem astrólogos matemáticos, astrofísicos, engenheiros, filósofos, médicos, advogados, etc. Astrólogos que não fariam feio aos antigos astrólogos como Morin, Regiomantono, Kepler e Newton. E estou falando só do Brasil. Pessoas de mais alto grau de cultura e sabedoria, mas, como em todas as áreas, compartilhando a Astrologia com ignorantes e despreparados. Como diziam antigamente: “Quem burro nasce, togado ou não, burro morre!” Também não creio que, como já fizeram Choisnard e Gauquellin, uma pesquisa vá mudar a aceitação da Astrologia no meio “científico”, os donos da verdade. Se duvidar, leia Paul Feyerabend que em seu livro “Diálogo Sobre o Método” comenta sobre um abaixo assinado contra a Astrologia que possuía a assinatura de uma plêiade de prêmios Nobel, que evidentemente não conheciam nada sobre a Astrologia. Como Feyerabend escreve: Imagine que são iletrados desta espécie que decidem o que se deve e o que não se deve ensinar nas nossas escolas; iletrados de tal espécie proclamam com arrogante desprezo que as velhas tradições, nunca estudadas nem compreendidas, devem ser erradicadas, independentemente da importância que revestem para todos aqueles que querem viver segundo seus cânones. O mesmo Feyerabend diz: Temos que separar a Ciência do Estado, tal como foi feito com a religião. (Meu Deus! E os fundamentalistas? Irão aceitar a Astrologia?).
A Astrologia tem de história conhecida, no ocidente, de mais de cinco mil anos. Qual outra forma de conhecimento permaneceu por tanto tempo? Como me informou um ex-adido cultural francês doutorando em escrita cuneiforme, aqui em São Paulo, o que os sumérios escreviam como suposição astrológica os hititas informavam como certeza. Qual conhecimento tem 2500 de registro de dados e confirmação de eventos? Essa forma mesquinha de se analisar o conhecimento a partir de medidas - só se conhece o que pode ser medido - é recente e duvido que perdure por mais cinqüenta anos. Os movimentos de estudos interdisciplinares e transdisciplinares, além da moderna visão da complexidade de Morin (Edgar Morin) dão sustentabilidade ao que digo.
Como disse antes para Dra. Elenir, e falo agora para todos, façam pesquisa, mas não contem com a aceitação pelo atual Establishment.
Parodiando Tom Cathcart e Daniel Klein, no preâmbulo do livro “Platão e um Ornitorrinco entram num bar...*”:
Estes são meus princípios, se não gostarem tenho outros.
Abraços a todos,
Rodrigo Araês




* e o barman olha para Platão com um olhar esquisito. O que posso fazer? Retruca Platão, dentro da caverna ela era muito mais engraçadinha.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ASTROLOGIA DO PRESENTE

“...Aceito o desafio e a ele me atiro, sem restrição, por saber que é tempo de ousar, de reinventar códigos, de lançar pontes para o desconhecido, transgredindo a estreiteza de uma certa mentalidade moderna, dogmática e estagnada no racionalismo tecnicista. Omitir é trair, nesse momento de mutação consciencial que nos exige uma palavra nova, um gesto inédito, enfim, uma contribuição singular. Por mais singela e insignificante que possa ser, que seja!”


Roberto Crema em "Saúde e Plenitude"


Essa é a razão talvez principal desse texto publicado na revista Constelar


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ASTROLOGIA E LOUCURA

Esse texto é antigo. Estava esquecido no depósito de textos antigos. Foi escrito em função de uma discussão qualquer em uma velha e extinta lista de astrologia.
Observando algumas situações atuais, ainda mais em época de eleições, quando mais que nunca os astrólogos começam a olhar apenas para fora de si, ao ponto de alguns até esquecerem-se de onde na verdade vem, e de onde vem a astrologia que praticam, entendi ser oportuna uma releitura desse texto.
Serve para me manter alerta e prestando atenção em mim mesmo. Serve para reconhecer o quanto é possível e perigoso investir na auto-importância e onde essa mesma importância pessoal começa a se tornar uma doença.
Se para mais uma pessoa pelo menos ele for útil, já está valendo.



ASTROLOGIA E LOUCURA


Há aproximadamente 30 anos, meu professor de astrologia, Wanderley Vernili, disse uma coisa que me chateou: "aquele que usa o símbolo inadequadamente será punido por ele". No momento eu debochei dessa palavra, disse que isso era astrolatria e tolice. Levei muitos anos para compreender a profundidade e verdade contida nas palavras do meu mestre, e vou tentar compartilhar com vocês por achar isso muito sério.
O Símbolo (planetas, signos, casas, aspectos, no caso da astrologia) é algo que supostamente nos habita, é um conteúdo de nossa psique, ou mais ainda, é um potencial energético que existe em nosso ser e que é sintetizado e eventualmente traduzido pela mente sob a designação de símbolo, mas que existe e se manifesta independente de nossa compreensão intelectual "dele". Saturno ou Vênus, por exemplo, representam qualidades inerentes ao ser (medo, afeto, desejo, etc.), potenciais infinitos de energia que se manifestam ciclicamente ou quando estimulados por alguma circunstância externa ou interna. Creio que isso é uma visão sintética e simplificada do funcionamento planetário.
Quando um indivíduo "transgride" uma função simbólica, quando permite que, por vaidade ou medo ou outra problemática qualquer, a função Lunar, Saturnina, Mercuriana, ou outra, sejam corrompidas e distorcidas, pervertendo seu significado essencial, esse potencial que foi ativado eventualmente se voltará contra o próprio indivíduo, seja através de comportamentos sórdidos e inadequados, seja através da somatização e doença física, seja através dedistúrbios psicológicos que não conseguem se manter ocultos por muito tempo atrás das mascaras e dos personagens queantes os ocultavam.
O próprio indivíduo é o único canal da expressão do símbolo, e a partir do momento em que ele, o símbolo, for despertado, se a pessoa não estiver no lugar de expressa-lo, poderá tornar-se vítima dessa manifestação energética.
É um pouco difícil aceitar a possibilidade de que a Astrologia pode enlouquecer. Exatamente. Enlouquecer!
As linguagens simbólicas, "sempre" colocam o indivíduo em sintonia com os símbolos dentro de si mesmo, e quanto mais praticadas e estudadas essas linguagens, maior a conexão como símbolo, mais ele é ativado, despertado, e as energias e manifestações desse símbolo ativado passam a representar as motivações básicas, conscientes e inconscientes do comportamento da pessoa e de todas as suas relações, consigo mesmo e com a sociedade. A ativação do símbolo, particularmente entre Astrólogos, tende a conduzir a pessoapara uma conexão cada vez mais intensa com aquilo que os Junguianos denominam "self", os ocultistas denominam "espírito", a essência mais profunda e original do sujeito, enfim. Quando a pessoa está nesse caminho de conexão com os significados reais e naturais do símbolo, e resolve se comprometer com realidades que não sejam pertinentes à pureza e a qualidade do símbolo em si, inicia o processo de transgressão, e começa também a eventual punição do indivíduo pelo próprio símbolo que o habita.
Vejam, não vem nenhuma entidade de fora trazer qualquer castigo, e muito menos sentimentos condicionados de culpa e inferioridade podem ser responsabilizados por isso. O des-astre (rompimento com o astro) vem de dentro para fora.
Por mais que se tente, não há a quem culpar.
Observamos que o comprometimento com valores e condições que agridem a natureza essencial das pessoas, podem desencadear a expressão distorcida do símbolo, trazendo desequilíbrios e doenças de todos os tipos, especialmente para a pessoa reativa, aquela que não percebe estar fazendo isso. A idéia desse comprometimento com circunstancias que agridam a condição original do símbolo, tem relação direta com a imposição cultural da necessidade de ser importante, de ser “especial” ou de “estar com a razão”.
Além da importância pessoal, o maior e mais destrutivo dos venenos, temos visto praticantes de astrologia que confundiram totalmente sua vida e sua prática, misturando conceitos religiosos e místicos com a astrologia de uma maneira bastante artificial.
São praticantes que olham somente para fora de si. Ai está a chave.
As distorções na pratica da astrologia podem aparecer sob as mais diversas formas, mas todas elas envolvem a necessidade de aprovação, ou o medo da rejeição (seja de homens, seja de entidades espirituais.
Envolvem também necessidade de poder e controle, ilusão desaber mais da Verdade do que os demais, e por ai vai mais umalista de aberrações não tão incomuns assim.
Todas as distorções implicam em estar olhando para fora, estar julgando o que acontece fora e negando o olhar para si mesmo.
Aguardemos os próximos capítulos das distorções e vamos procurar nos cuidar para não cairmos também nesse engodo da vaidade e sede de poder.
Basta estarmos acordados, procurarmos ser Pró-ativos em vez de Reativos, e refletirmos sobre qual é de fato a nossa importância, se é que temos alguma.